Don't Trust the B---- in Apartment 23, também conhecida por Apartment 23 e Don't Trust the Bitch in Apartment 23 (este sendo, na verdade, o título inicial, antes de ter sido bowdlerizado após o piloto), foi lançada em abril de 2012 pela ABC e trás James Van Der Beek, o Dawson de Dawson's Creek, no papel de si próprio - uma versão alegadamente caricatural de si próprio.
A série, criada por Nahnatchka Khan, conta a história de June (Dreama Walker), uma garota séria, romântica e otimista - em suma, o estereótipo da garota do interior americano - que chega a Nova York com a promessa de um emprego em Wall Street e um apartamento custeado pela empresa. No entanto, logo em seu primeiro dia de trabalho, June descobre que a empresa foi condenada por fraude e o apartamento em que ela iria morar foi apreendido pelo governo.
Sem emprego e sem teto - e sem coragem de voltar a Indiana e desapontar seus pais, que não cansam de lembrar-lhe o quanto investiram nela -, June vê-se, depois de uma traumática busca por companheiros de apartamento, obrigada a dividir o teto com Chloe (Krysten Ritter), uma it-girl nova-iorquina, sexy, instável e festeira, de conduta questionável e meios de vida idem - uma versão contemporânea da adorável Holly Golightly (interpretada por Audrey Hepburn no clássico Bonequinha de Luxo, de 1961).
A personagem de Chloe - cujo "melhor amigo gay hétero" é James Van Der Beek - é o ponto alto de Apartment 23, constituindo de fato o ponto central da trama - é a ela que é direcionada a alcunha "the bitch in apartment 23". As semelhanças com a personagem interpretada por Hepburn são inegáveis, e as frases marcantes ditas por ou sobre Holly são igualmente aplicáveis a Chloe. A tirada de Holly sobre a utilidade de ser doida varrida em um manicômio ("It's useful being top banana in the shock department!") parece ser quase um mantra para Chloe, e a retórica pergunta de O.J. Berman - "Ela é ou não uma impostora?" - não poderia ser mais adequada à personagem de Krysten Ritter.
Don't Trust the B---- in Apartment 23 é um seriado de comédia, exemplar do gênero sitcom (ainda que felizmente sem os "sacos de risadas"), com humor ácido e absurdo. Todos os elementos parecem integrados e funcionam impecavelmente. A hilária inversão de valores que se vê na conduta de Chloe, aliada ao seu quase completamente ausente senso de responsabilidade, são um bem-vindo tapa na cara do "politicamente correto" que se fez um dogma quase intocável da pós-modernidade. A série, no entanto, jamais incorre no erro de se levar a sério demais ou de se julgar algo diferente do que essencialmente é: um seriado de comédia. É dessa forma que deve ser assistida - quaisquer reflexões profundas são incidentais.
A primeira temporada da série, cujo finale foi ao ar em maio deste ano, é composta por sete episódios de 22 min (que, a propósito, parecem passar em 2 seg). A segunda temporada, iniciada no fim de outubro, encontra-se em andamento: conta com dois episódios lançados e mais onze previstos.
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt1819509/
Sem emprego e sem teto - e sem coragem de voltar a Indiana e desapontar seus pais, que não cansam de lembrar-lhe o quanto investiram nela -, June vê-se, depois de uma traumática busca por companheiros de apartamento, obrigada a dividir o teto com Chloe (Krysten Ritter), uma it-girl nova-iorquina, sexy, instável e festeira, de conduta questionável e meios de vida idem - uma versão contemporânea da adorável Holly Golightly (interpretada por Audrey Hepburn no clássico Bonequinha de Luxo, de 1961).
A personagem de Chloe - cujo "melhor amigo gay hétero" é James Van Der Beek - é o ponto alto de Apartment 23, constituindo de fato o ponto central da trama - é a ela que é direcionada a alcunha "the bitch in apartment 23". As semelhanças com a personagem interpretada por Hepburn são inegáveis, e as frases marcantes ditas por ou sobre Holly são igualmente aplicáveis a Chloe. A tirada de Holly sobre a utilidade de ser doida varrida em um manicômio ("It's useful being top banana in the shock department!") parece ser quase um mantra para Chloe, e a retórica pergunta de O.J. Berman - "Ela é ou não uma impostora?" - não poderia ser mais adequada à personagem de Krysten Ritter.
Don't Trust the B---- in Apartment 23 é um seriado de comédia, exemplar do gênero sitcom (ainda que felizmente sem os "sacos de risadas"), com humor ácido e absurdo. Todos os elementos parecem integrados e funcionam impecavelmente. A hilária inversão de valores que se vê na conduta de Chloe, aliada ao seu quase completamente ausente senso de responsabilidade, são um bem-vindo tapa na cara do "politicamente correto" que se fez um dogma quase intocável da pós-modernidade. A série, no entanto, jamais incorre no erro de se levar a sério demais ou de se julgar algo diferente do que essencialmente é: um seriado de comédia. É dessa forma que deve ser assistida - quaisquer reflexões profundas são incidentais.
A primeira temporada da série, cujo finale foi ao ar em maio deste ano, é composta por sete episódios de 22 min (que, a propósito, parecem passar em 2 seg). A segunda temporada, iniciada no fim de outubro, encontra-se em andamento: conta com dois episódios lançados e mais onze previstos.
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt1819509/
Sempre dá vontade de ver o que você comenta, por mais distante que, a priori, esteja dos meus gostos. Não sei se comentei com você, mas já viu "Elementary" ou "Sherlock"?
ResponderExcluirBem lembrado, tenho que assistir a Elementary!... ^^
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