Revenge é para quem gosta de drama - como na definição do dicionário Houaiss, uma peça que representa ações da vida cotidiana permeadas por conflitos, tumulto e agitação. Em poucas palavras, é nisso que consiste a série: um bom drama, um épico de vingança no melhor estilo Dumas.
A plot: Emily Thorne (Emily VanCamp) aluga uma casa nos Hamptons por uma estação, aparentando ter nenhum outro objetivo além de aproveitar o verão. Logo se torna claro, entretando, que há muitas outras intenções ocultas sob sua visita. Seu verdadeiro nome é Amanda Clarke, e seu pai, David, de quem foi separada aos nove anos, foi condenado a prisão perpétua e assassinado por um crime que não cometeu, vítima de uma conspiração encabeçada pela família Grayson.
Amanda - uma adorável sociopata, tão reservada e imprevisível que cada novo aspecto de sua personalidade ou de seu passado surpreende o espectador tanto quanto aos seus inimigos - voltou em busca de vingança, auxiliada por Nolan Ross (Gabriel Mann), gênio da tecnologia com problemas de socialização, cuja lealdade a David Clarke fez com que tomasse para si a tarefa de proteger Amanda e ajudá-la em seus planos.
A série, criada por Mike Kelley em 2011 e exibida pela ABC, é um sucesso de público e crítica, tendo sido comparada a uma versão moderna de O Conde de Montecristo.
Apesar de fazer jus ao gênero série-novela americana, em cuja narrativa prevalecem as intrigas e reviravoltas do enredo sobre a estrutura e os tipos individuais, o ponto forte de Revenge está na construção dos personagens.
Desconstruindo a tendência geral do espectador a sentir pena pela protagonista e experimentar repulsa por seus inimigos, a série demonstra extrema habilidade para criar laços de empatia entre espectador e personagens, e ainda assim surpreendê-lo a cada episódio com uma nova atitude inesperada - ou aparentemente injustificável - por parte dos últimos, para em seguida apresentar-lhes os motivos e reiniciar o ciclo.
Ao mesmo tempo, apresentando as ações calculadas de Amanda/Emily em sua busca cega por vingança e justiça, é dada ao espectador a oportunidade de se indagar se tanto pragmatismo não torna a protagonista um tanto mais parecida com seus inimigos do que ela gostaria de cogitar.
Trata-se de uma série impecável, tanto do ponto de vista dos atores quanto da estrutura, sem mencionar os cenários extremamente bem escolhidos e a trilha sonora deliciosamente adequada. A seqüência que fecha o season finale da 1ª temporada é de tirar o fôlego. Em suma, a série atinge padrões de qualidade que não se viam no gênero desde Mildred Pierce. E a 2ª temporada (em andamento) promete não desapontar.
Trata-se de uma série impecável, tanto do ponto de vista dos atores quanto da estrutura, sem mencionar os cenários extremamente bem escolhidos e a trilha sonora deliciosamente adequada. A seqüência que fecha o season finale da 1ª temporada é de tirar o fôlego. Em suma, a série atinge padrões de qualidade que não se viam no gênero desde Mildred Pierce. E a 2ª temporada (em andamento) promete não desapontar.

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